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Fome afecta mais de 140 mil famílias em Inhambane

  • 7 de jul. de 2016
  • 2 min de leitura

Segundo dados divulgados pelo Instituto Nacional de Gestão de Calamidade (INGC) cerca de 140 mil agregados familiares vivem ameaçados pela fome desde fevereiro último devido a estiagem e seca. Para além desses motivos, a tensão política-militar que se faze sentir a nível da província de Inhambane tem vindo a contribuir de forma signitiva na vida das comunidades locais.

Deste universo, 75 mil agregados familiares pertencentes os distritos de Homoíne, Mabote, Funhalouro, Panda e Govuro encontram-se em situação deplorável.

Entretanto, 23 mil agregados encontram-se a beneficiar de apoio alimentar vindo do INSS enquanto cerca de 52 mil famílias estão a ser assistidas pelas ONG’s através do projecto COSACA.

Aliado a situação da fome está a subida de preço de produtos diversos sobretudo da primeira necessidade.

Numa ronda efectuada pela nossa equipa de reportagem nos principais mercados da capital económica de Inhambane constatou-se que os preços de produtos da primeira necessidade registaram uma subida ligeira e de forma desequilibrada.

Os comerciantes defendem que a responsabilidade é do governo que nada faz para regular a actividade comercial no nosso mercado. Por conta desta realidade, estes dizem estar a exercer as suas actividades de forma a recuperar seus investimentos uma vez que enfrentam dificuldades na aquisição da mercadoria.

A título de exemplo, um camião de carga para chegar ao destino leva muito tempo e as alfândegas exigem muitos requisitos, quando fazemos os cálculos acaba atingindo o valor da compra da mercadoria e aliado com a situação da tensão político militar na zona norte do país, os prejuízos recaem ao nosso lado”, disse um dos comerciantes em conversa com nosso jornal.

Um outro comerciante disse, um saco de arroz de 25kg de boa qualidade que antes era comercializado a 825 meticais agora custa 1100,00Mtn, batata e cebola actualmente custam 350 e 450Mtn um saquito contra os anteriores 250 e 180Mtn respectivamente, o ovo também registou um agravamento de preços, um favo que antes custava 125Mtn agora custa 175Mtn.

Entretanto, dois dias depois de a Associação Moçambicana dos Panificadores ter anunciado a subida do preço do pão de 7.5Mtn para 9Mtn, uma decisão ainda congelada pelo governo, alguns revendedores na manha do dia seguinte começaram a subir os preços.

“Trazia de casa uma nota de mil meticais mas não sei o que terei comprado pois como vês é só isto dentro do plástico que consegui comprar. Por exemplo o pão médio que em algumas padarias custa 6Mtn vendem a 7Mtn e o pão grande de 7.5Mtn custa 8Mtn. A vida está difícil, o meu salario serve apenas para comprar comida não há outra coisa em que eu possa investir” disse Mário Geraldo.

Reagindo a esta realidade, o delegado provincial do Instituto Nacional de Actividade Económicas Ernesto Tafula garantiu que não se ia permitir que os comerciantes subam os preços de produtos sem autorização.


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