Em Inhambane AMETRAMO acusa curandeiros Estrangeiros de usarem pessoas como forma de pagamento da d
- 7 de jul. de 2016
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A presença ilegal de curandeiros estrangeiros dentro da Província de Inhambane, bem como o tráfico de seres humanos e assassinato de albinos, foram matérias de debate num encontro que decorreu na última sexta-feira (01 de Julho) no salão nobre do conselho Municipal da cidade da Maxixe e que juntou membros da Associação dos médicos tradicionais de Moçambique (AMETRAMO) e da Medicina Ervanária da cidade do mesmo nome. O encontro foi promovido pelo grupo de referência do combate ao tráfico de menor, e tinha por objectivo debater sobre o papel dos curandeiros na sociedade, e foi orientado pelo procurador distrital da Maxixe.
Durante as intervenções os membros das duas associações denunciaram a presença de curandeiros estrangeiros no país e em particular na província de Inhambane que exercem as suas actividades de forma ilegal.
Os curandeiros ilegais quando chegam ao país instalam se em casas de alugueres por vezes sem o conhecimento das autoridades do bairro, usam jovens inocentes para colarem e distribuírem cartazes sobre os seus serviços, segundo eles são capazes de curar todas doenças existentes no mundo até de dar riqueza aos pobres. As vitimas por estarem aflitas quando procuram pelos tais curandeiros depois se decepcionam, pois são cobradas altos valores e caso não cumpram com os prazos são obrigados a substituir dinheiro por pessoas como forma de pagamento da divida. Disse um dos membros aborrecido com a presença dos curandeiros ilegais.
Já o presidente provincial da AMRETRAMO Afonso Vilanculo, pediu a união de esforços com vista a ultrapassar o problema e que os curandeiros nacionais continuem a exercer a sua actividade de forma normal e nunca seguir o exemplo dos curandeiros estrangeiros.
Por sua a vez a presidente provincial da Medicina Ervanária Ruthe Samuel defendeu que a maioria dos casos como o ódio e a feitiçaria registados no país e em particular na Província de Inhambane são causados pelas diferenças sociais protagonizados pelos curandeiros mal informados e afirma haver muitos no país que estejam a exercer a sua actividade clandestinamente.
Por seu turno, O procurador distrital José Manuel Cutana ouviu todas as inquietações apresentadas pelos curandeiros e diz que a procuradoria está desposto a colaborar no que for necessário, mas pede aos próprios membros das associações no sentido de reverem os seus Estatutos para que os curandeiros estrageiros também exerçam a sua actividade de forma livre e seguindo as orientações.
O grupo de referência Distrital de Prevenção e Combate ao tráfico de seres Humanos em particular crianças e Mulheres, ora criada é composto por vinte e duas (22) instituições entre publicas e privadas, com maior destaque para a PRM, SDECJT, Hospital Rural de Chicuque, IPAJ, AMETRAMO e entre outras, cujo mesmo beneficiará de uma capacitação sobre matérias ligadas a prevenção e combate ao tráficos de seres humanos.
















































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